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Como não se decepcionar com o Salar de Uyuni

Isla del Pescado, Daniel Campos, Potosí, Bolívia Autor: Nós2 de Mochilão em 1 agosto 2016

Em 2015 quando viajamos para Bolívia, visitamos um dos lugares surreais do país, o Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo.

Nos surpreendemos com tantos carros cruzando aquele deserto branco. Nosso guia nos contou que fazem apenas 3 anos que começou o “boom” turístico no local e que cresce a cada dia.

Sem dúvidas o passeio é incrível e a beleza do lugar é única, mas o turismo desordenado traz algumas consequências ruins para o destino e para os mochileiros.

Neste post vamos falar dos dias mais salgados de nossas vidas (nunca estivemos rodeados por tanto sal durante todo o dia e noite). Nossa intenção é mostrar a beleza do lugar, reflexões sobre o bom e o ruim, provocados pela atividade turística e algumas dicas para quem planeja conhecer. Fizemos esse post para orientar os visitantes que estão pensando em ir para lá, pois dependendo do que ocorre lá com você, o Salar pode não ser tão legal. Então vamos lá:

1 – Cemitério de trens

Está é a primeira parada do tour, bem perto da cidade de Uyuni. Literalmente é um cemitério, pois os trens estão abandonados por lá. Uma morte lenta àqueles vagões que um dia uniram Uyuni com Antofogasta no Chile.

Lado ruim – Quase 100% dos passeios saem na mesma hora e todos os turistas chegam juntos no local. Os trens são tomados por uma grande quantidade de pessoas que terão cerca de 20 a 30 minutos para desfrutá-los. Todos podem subir nos trens, sem nenhuma informação ou orientação.

Dicas – Quando contratar um Tour, combine com a agência de sair bem cedinho. Normalmente saem ás 10 da manhã, mas se saem duas horas antes, encontrará menos pessoas e conseguirão ter mais privacidade no passeio (o que é ótimo para as fotos).

2 – Colchani

A segunda para do roteiro é Colchani, para comprar artesanatos de sal. Há uma grande quantidade de lojas com variedades de lembrancinhas. Por lá também tem um museu de sal, com grandes esculturas.

O lado ruim – O passeio te leva diretamente às lojas que foram criadas para os turistas e não as que estão nos vilarejos, nem na cooperativa de sal, lugares que seriam interessantes conhecer. Muitas vezes nos sentimos como aquele tipo de turista que só pensa em comprar artesanatos, mas não conhecemos nada do povo e cultura de Colchani, uma visita superficial.

Dica – Não deixem de visitar o museu de sal e tratem de conseguir um passeio à cooperativa. Além disso se La Paz estiver no seu roteiro deixe a compra de lembrancinhas para lá que é muito mais barato.


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3 – Salar

São vários quilômetros de deserto branco. Que quando não chove consegue-se cruzar todo ele. Já quando chove, não pode atravessá-lo, porém forma um reflexo similar a um espelho gigante, onde não conseguimos identificar onde começa o céu e termina a terra.

O Salar tem sua origem nos lagos que existiram naquela região a uns 40 mil anos atrás. Primeiro foi o lago Michin e depois o lago Tauca, que se secaram devido uma alteração climática de aproximadamente 10 mil anos atrás. O resultado foram, o Salar de uyuni, Copaisa e o lago poopó. (Fonte: Livro dos Salares do Altiplano Boliviano)

O lado ruim – Não é uma área protegida, não existe fiscalização.

Dicas – É muito divertido brincar com os efeitos óticos nas fotos, principalmente quando chove. Só tomem cuidado para que o sal não grude tanto nas roupas, pois é muito difícil tirá-lo. Pode estragar as roupas, ressecar elásticos etc.

4 – Ilha Incahuasi (Isla del Pescado)

Ilha com cactos gigantes e impressionantes, chegam a medir até 12 metros de altura e possuem mais de cem anos de vida. Nunca havíamos visto cactos tão grandes e nem em tanta quantidade em um pequeno espaço.

O lado ruim – O passeio ocorre logo após o almoço no mesmo horário de todos os outros tours. Várias pessoas andando desenfreadamente pela ilha.  Para ir ao topo da ilha é necessário o pagamento que também não está incluso no tour.

Dicas – Vislumbrar o vulcão Tunupã que se vê desde a Ilhas. O guia não nos passa essas informações, do que contém ao redor da ilha.

Se quiserem dormir nas proximidades da ilha, é necessário solicitar previamente para agência. Dizem que o amanhecer pelo Salar é um dos mais espetaculares.

5 – Dormir em um hotel de sal

Ao final do passeio pelo Salar de Uyuni, vamos para um hostel todo construído com sal. As mesas, cadeiras, camas etc. São hospedagens com banheiro compartilhado, alguns quartos compartilhados e também matrimoniais. O pôr do sol é lindíssimo visto no deserto.

O lado ruim – Caso queiram tomar um banho quente é necessário pagar um valor a mais no local. Faz muito frio ao entardecer e a noite.

Dicas – Existem poucos quartos matrimoniais. Se irão em casal, façam a reserva com antecedência.

6 – Altitude

Não ache que você é super preparado para a altitude, a região do Salar é de uma altitude muito grande para nós brasileiros (chega a 3600 metros), então ao subir nas pedras ou correr vá com calma. É muito estranha a sensação de cansaço que o seu corpo sente. Depois que fomos lá nunca mais falamos mal de jogador de futebol brasileiro reclamando da altitude, o negocio é muito tenso mesmo.

O lado ruim – Durante esse passeio vimos muitas pessoas passarem mal de verdade e se isso acontecer com você o passeio realmente não será bom.

Dicas – Compre na primeira farmácia que encontrar na Bolívia, o soroche que é um remédio exatamente para evitar essa sensação. Começou a sentir mal tome o soroche, não pense que é uma dor de cabeça normal.

Como chegar ao Salar de Uyuni?

Se partir de La Paz será necessário ir até Oruro e depois pegar um ônibus ou trem para Uyuni.

Se sair de Santa Cruz, como nós, vai de ônibus para Sucre depois Potosí (onde tem o famoso cerro Rico, que desde a época colonial se explora a prata) e de lá para Uyuni, também de ônibus.

Recomendamos comprar o passeio em Uyuni mesmo, pois sai mais barato do que os comprados em outras cidades.

Por isso, é interessante chegar um dia antes para organizar tudo. Comprar água, pois não está incluso nos pacotes.

Também é fundamental comprar alguns lanches (bolachas, salgadinhos, barras de cereais e frutas). O pacote inclui almoço e jantar apenas.

Tour de 3 dias: várias agências em Uyuni fazem o pacote. O primeiro dia é focado para conhecer o Salar e os demais para outros lugares surpreendentes do altiplano boliviano. Também tem a opção de alugar um carro e fazer o passeio. Porém não recomendamos, pois no Salar não existe nenhuma sinalização e é recorrente os casos de pessoas que se perdem no deserto.

Custo do passeio: Aproximadamente 800 Bolivianos (já incluso o ticket de translado até Atacama). Em geral os pacotes são bons, só sentimos falta de mais informações sobre a história dos lugares. O guia é também o motorista, que dirigiu super bem sem nenhum susto. A comida é ele mesmo prepara, então ele também é o cozinheiro. Estava muito boa e tudo bem limpo.

Custo de entradas: O pacote não incluem entradas para:

  • Incahuasi: 30 bolivianos
  • Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa: 150 Bolivianos e vale por 4 dias (Você irá ficar no máximo um 1 dia por esse tour). É necessário apresentar na entrada e na saída da reserva.
  • Banhos calientes nas duas noites: 15 bolivianos em média.

Clima: No começo do ano, de janeiro a março, faz bastante calor durante o dia, o clima é bem seco e a noite faz bastante frio. É necessário levar um agasalho corta vento, óculos de sol, muito protetor solar e labial, bonés, tênis de trekking.

Dica: Leve os óculos de sol mais velho que tiver, aquele que não terá apego se precisar jogá-lo fora, pois, o sal com o vento arranha bastante as lentes.

Roteiros que visitam esse destino:

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  • andre

    Olá! Vlw pelo post! Peguei o link do blog mo Instagram. E realmente está bem completo e detalhado… Todos os posts na verdade! Continuem assim.! Ajudando a galera mochileira! Parabéns pelo blog!

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